12 de mai de 2009

NOVAS TECNOLOGIAS, NOVAS RELAÇÕES. PROMOVER UMA CULTURA DE RESPEITO, DE DIÁLOGO, DE AMIZADE

Em vistas do 43º- Dia Mundial das Comunicações sociais, o papa Bento XVI escreve uma mensagem, cujo título é, “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”.




Sua santidade compreende que “as tecnologias digitais estão a promover mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas”. Esta transformação toca, sobretudo, os jovens que constituem a – denominada por ele – geração digital.
Uma característica peculiar do magistério de Bento XVI é um olhar positivo sobre o homem. No que diz respeito às novas tecnologias é categórico, ao afirmar, “são um verdadeiro dom para a humanidade” e, acrescenta, “devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas a serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem está necessitado e é vulnerável”.
A mensagem prossegue demonstrando que de um modo especial, os jovens, descobrem a que vieram estas novas tecnologias, “favorecer a ligação, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidades” e, destaca alguns benefícios: “as famílias podem permanecer em contacto apesar de separadas por enormes distâncias, os estudantes e os investigadores têm um acesso mais fácil e imediato aos documentos, às fontes e às descobertas científicas e podem, por conseguinte trabalhar em equipa a partir de lugares diversos; além disso, a natureza interativa dos novos «midia» facilita formas mais dinâmicas de aprendizagem e comunicação que contribuem para o progresso social.”
O papa explica o porquê do sucesso que logrou os novos mídia pautado num antropológico, em resumo, poderíamos sintetizar, “elas (as novas tecnologias) respondem ao desejo fundamental das pessoas de se relacionar umas com as outras”.
Portanto, o desejo de se comunicar do homem está enraizado em sua natureza, não é resultado das inovações tecnodigitais. Essa possibilidade de comunicação universal através das redes e formação de comunidades é reflexo da “nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma só família”.
Em seguida, o texto adverte para a necessidade de se fazer circular bons conteúdos nesses novos meios. Encoraja aos que de um modo prático são os cabeças da comunicação digital, que estes, escreve sua santidade, se empenhem na promoção de uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade.Deve-se evitar a partilha de palavras e imagens que degradem a pessoa humana, consequentemente, “excluir aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, envilece a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os débeis e os inermes”.
No parágrafo ulterior o papa utiliza o termo ciberespaço, bastante usual entre os internautas. O tópico é dedicado ao diálogo outra possibilidade aberta pelas novas infovias, pois com elas encurtou-se a distancia entre países, culturas e religiões. O cuidado frisa o papa, são com aqueles que “andam simplesmente à procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas...”
A amizade é o tema seguinte da mensagem. Sua santidade chama a atenção para o conceito valoroso de amizade, “uma das conquistas mais nobres da cultura humana [...] uma das maiores riquezas que pode dispor o ser humano”. Alerta que seria triste alimentar e sustentar as amizades “on-line” à custa dos relacionamentos reais.
A palavra final do papa é dirigida aos jovens católicos. Trata-se de uma mensagem breve, contudo, rica de ensinamento, portadora de um convite a que se entre nesse continente digital necessitado do testemunho de fé de cada um.

Vanderlúcio Souza

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