28 de mar de 2009

WORKSHOP FLAMENCO E BOSSA, COM O VIOLONISTA ZEZO RIBEIRO



A Escola viva Música Viva em parceria com o SESC recebe o violonista Zezo Ribeiro que ministrará o Workshop “FLAMENCO E BOSSA”. No encontro o artista apresentará a produção de um trabalho técnico, totalmente voltado para a valorização da música instrumental brasileira, resultado da conquista de seu espaço no panorama internacional, conseqüência do seu projeto vencedor da Bolsa Virtuose do ministério da cultura.

Entre outros assuntos serão abordados os seguintes pontos:

- Pontos de conexão entre a música flamenca e a música brasileira;

-Técnicas do violão flamenco e sua conseqüente utilização na musica brasileira;

- Aspectos culturais que estruturam a interpretação do violão flamenco;

- Movimentos musicais e falseta;


Serviço:

WORKSHOP FLAMENCO E BOSSA COM ZEZO RIBEIRO
DIA: 30 DE MARÇO
HORAS: 19h
Duração: 2 horas
Vagas: 40
Entrada franca
Local: Auditório da Escola viva Música Viva
Av. Desembargador Moreira, 629 A, Aldeota
Maiores informações: 31316565


Mais sobre Zezo Ribeiro

Zezo Ribeiro é Paulistano da Casa Verde. Ele sempre se distinguiu pelo apego ao estudo e a capacidade de concentração. Desde que colocou o seis cordas no colo, caminhou resoluto. Popular, clássico, jazz, flamenco. Sério, mergulhou profundamente em cada uma dessas formas. Principalmente nas duas últimas. O batismo de fogo de Zezo se deu em 1988, no Festival de Jazz de Montreal ao lado do guitarrista Olmir Stocker, o lendário Alemão, com quem passou a década seguinte viajando pelo mundo enquanto estudava com gigantes do instrumento como Heitor TP, Larry Carlton, John Scofield, Kiko Loureiro, Mozart Mello.Contemplado coma Virtuose Bolsa Cultura do Ministério da Cultura, partiu para a Espanha onde passou dez anos a partir de1996 e estudou, entre outros, com o igualmente lendário violonista cigano El Entri.

26 de mar de 2009

Dia mundial do teatro

A Escola Viva música Viva promove no dia mundial do teatro, 27 de março, o espetáculo Dorotéia, inspirada na obra de Nelson Rodrigues. O elenco é composto pelo grupo de teatro da Escola, sob direção de Kildary Pinho com quem haverá bate-papo após a apresentação.


O evento visa homenagear a antiga arte que remonta à Grécia antiga e ultrapassou gerações arrebatando para si uma multidão de admiradores. "Assim como é verdade que são grandes os desafios enfrentados por quem se aventura a fazer teatro é também verdade que essa arte milenar continua a fascinar o homem moderno", afirma Kátia Souza, da diretoria da Escola.
O avesso e o reverso do coração e da mente humana encontram no teatro um palco especial cujos expectadores encantam-se, pois se vêem representados e projetados em suas miríades de personagens.
No desejo de atrair mais admiradores para o teatro a Escola Viva Música Viva contribui para sua difusão através deste bate-papo com um dos mais renomados diretores de teatro da capital cearense.

SERVIÇO:
Dorotéia, inspirada na obra de Nelson Rodrigues.
Encenado pelo grupo de teatro da Escola Viva Música Viva.
Bate-papo com o diretor Kildary Pinho
Horas: 19h
Entrada Franca
Local: Escola Viva Música Viva – Av. Desembargador Moreira,629 A.
Fone: 31316560

24 de mar de 2009

A Igreja Católica não é culpada pela proliferação da Aids

Li esse artigo no O Globo on line e achei muito interessante, por isso, resolvi republicá-lo aqui no blog.


Quando estava prestes a desembarcar na África para a sua primeira visita oficial, o Papa Bento XVI chocou, uma vez mais, a opinião pública mundial ao declarar que a distribuição de camisinhas não é uma política eficiente no combate à Aids. Correndo o risco de incomodar ainda mais o consenso politicamente correto e progressista que vige no mundo, devo dizer que Sua Santidade acertou em cheio.

Em primeiro lugar, cumpre desfazer alguns erros crassos e deixar claro aquilo que o Papa realmente disse - refutando aquilo que lhe foi atribuído pela mídia. Bento XVI não afirmou que a camisinha não serve para evitar a contaminação pelo HIV. O que fez foi criticar as políticas públicas que se baseiam apenas na distribuição agressiva de preservativos sob a justificativa de erradicar um mal que, desafiando a lógica de alguns, insiste em crescer.

Em verdade, a fala do Papa incomoda os progressistas do mundo porque ele foi direto ao ponto, falando daquilo que o consenso mundial insiste em esquecer: os valores morais. De fato, antes de decidir usar camisinha, o ser humano deveria se indagar sobre a conveniência - ou não - do ato sexual propriamente dito. Como não é um mero animal dotado de instinto, mas uma criatura racional, é perfeitamente justo exigir um comportamento condizente com o tamanho do seu cérebro.

Manter uma relação tão íntima com outra pessoa é uma decisão carregada de reflexos sentimentais e morais, apesar do que insistem em pregar os novos iluministas do mundo, para os quais sexo é apenas sexo. Estão errados! Uma relação sexual é possivelmente a forma mais íntima de contato entre dois seres, razão pela qual é justo que surjam indagações acerca da oportunidade, da conveniência e dos reflexos decorrentes. Deixar tudo isso de lado porque se tem uma camisinha para evitar doenças e filhos é, no mínimo, primitivo e obscuro.

Convenhamos: o que fazem as campanhas públicas sobre o uso da camisinha? Incentivam a prática desenfreada e descompromissada do sexo. Sexo seguro, dirão alguns. Sim, pode ser. Mas isso não tira o fato de que o Estado, tal como um moderno alcoviteiro, continua patrocinando o encontro sexual das pessoas sem colocar para a sociedade a questão primordial que deve, sim, ser feita. Em outras palavras, podemos todos concordar que é preciso usar camisinha, mas esse é um segundo momento da coisa toda. Antes de recorrer ao famoso látex, há que se saber se aquele encontro íntimo é bom, conveniente e não deixará sequelas desagradáveis para nenhum dos envolvidos.

O problema é que o pensamento politicamente correto que comanda as mentes do mundo acha que falar de valores morais é coisa de conservadores, caretas e reacionários. Moderno e humanista, para essa gente, é defender a cultura da morte, manifestada diariamente por meio da defesa ostensiva do aborto, por exemplo. Muitas vezes, o objetivo último de certo progressismo nem é prevenir a Aids, mas simplesmente atacar a Igreja Católica, culpada recorrente por todos os males do mundo.

Qualquer deita neopentecostal de esquina pode dizer o que bem entender, sempre em nome da diversidade e da tolerância religiosas. Assim, mesmo quando Edir Macedo usa, de forma estúpida, uma passagem bíblica para defender o aborto, as tolices são lidas como um lampejo de iluminismo religioso, em contraponto ao suposto conservadorismo do Vaticano. A qualquer um é dado opinar sobre temas os mais diversos, exceto à Igreja Católica. Basta que o sucessor de Pedro abra a boca para tratar da pena de morte, da eutanásia, do aborto, ou do combate à Aids e pronto: o mundo se apressa em refutar seus argumentos. A tolerância, como se vê, não se aplica ao catolicismo, réu de impor aos homens o dever de arcar com os reflexos morais de suas escolhas individuais.

Culpar o Papa - e, em última instância, a Igreja - pela proliferação da Aids é, na melhor das hipóteses, coisa de fronteiriços. Ora, basta um pouco da boa e velha lógica cartesiana para derrubar essa tese: se todos seguissem à risca as normas da Igreja, não haveria contaminação nenhuma, não é? Afinal o Vaticano defende a abstinência sexual por meio da qual, admita-se, ninguém contrai uma doença sexualmente transmissível Ou vamos acreditar que alguém primeiro escolhe desobedecer a Igreja - ao praticar sexo irresponsável - e, depois, decide obedecê-la - dispensando o preservativo?

Claro que os modernistas vão dizer que pregar a abstinência é ridículo, mas isso é próprio de quem decidiu que o ser humano precisa se comportar apenas como um animal dotado de instintos. Sabem qual é o país que melhor combate a Aids na África? Uganda. Dos anos 80 até agora, houve uma redução na população contaminada, de 30% para 7%. E qual é a principal política pública adotada? O incentivo à abstinência e ao sexo com compromisso. Sabem por que é tão difícil acreditar em algo assim? Porque o pensamento politicamente correto já obteve considerável sucesso em reduzir o mundo a uma manada de animais desprovidos de vontades individuais.

Torna-se, assim, mais simples atacar a pessoa do Papa e desmerecer seus argumentos, em vez de nos debruçarmos sobre o que ele falou. Ao lembrar que a distribuição maciça de camisinhas não foi suficiente para aplacar a disseminação da Aids, Bento XVI não disse nenhuma mentira, nem errou em sua análise. O que fez foi lembrar que o sexo casual e descompromissado é, sim, uma vertente do sexo irresponsável. A camisinha se torna uma espécie de algoz de sua suposta virtude, pois estimula - e isso é inegável - o sexo ligeiro e sem compromisso.

O curioso é que a pecha de obscurantista recai sobre o Papa- e sobre o catolicismo -, mesmo estando claro que os críticos de Bento XVI são aqueles que pretendem transformar o ser humano em uma espécie de animal que vive num permanente cio, pouco importando como ou com quem mantém relações. É exigida apenas a camisinha. Assim, todo um leque de escolhas morais é relegado ao segundo plano, substituído pela escolha física de responder aos instintos. Quem são, afinal, os obscurantistas?

Igreja em alta



Quem acompanha os noticiários e assuntos polêmicos nos últimos meses pode chegar à - errônea - conclusão, que, a Igreja Católica esteja em baixa, isso devido às críticas dirigidas a ela de forma constante e veemente. Essa instituição bimilenar acumula a experiência evangélica da perseguição e se reinventa a cada tempo difícil.Isso é comprovado ao se lançar um olhar na história.Em seus inícios os primeiros adeptos foram perseguidos, martirizados e renegados. Dessa época foi a dita a célebre frase de Tertuliano,"o sangue dos mártires é a sementeira de novos cristãos".
O tempo passou, a Igreja tornou-se religião oficial do império, outros acontecimentos terríveis sobrevieram e uma resposta a cada um deles foi dada.
Seria estranho ver estampadas, em jornais, manchetes como: Igreja aprova o uso de contraceptivos; é a favor da descriminalização do aborto, etc. Tais coisas iriam contra o seu princípio de defender a vida em plenitude, logo, ela estaria minando seus alicerces e pondo em risco sua missão.
A Igreja foi comparada por seus primórdios a uma barca e entre os cristãos ficou conhecida como a barca de Pedro. Esta não foi construída para navegar nas águas mansas, mas foi feita para singrar no mar revolto e tempestuoso.Bento XVI afirmou em seu discurso inaugural que esta "pequena barca foi não raro agitada por ondas fortes, lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até ao ponto de chegar à libertinagem; do coletivismo ao individualismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo, e por aí adiante". A tempestade atual é o relativismo prático e as vagas do materialismo, consumismo, hedonismo e panteísmo pós-moderno.
No mundo hodierno faltam pessoas e grupos que sejam fiéis a seus princípios e valores. A Igreja é uma das poucas que sustenta com convicção seu ideal,Por conta disso acontece um fenômeno: Quanto mais ela é perseguida por difundir, com Coerência e fidelidade, seu pensamento e doutrina, mais ela se solidifica. Ainda que perca quantitativamente, em números de fiéis, por exemplo, ganha de forma qualitativa no vigor dos que permanecem e atrai para si pessoas de todos os segmentos da sociedade carentes de algo que lhes dê as resposta que buscam e até então não encontraram.
Em meio ao cenário ermo e inóspito acontece um novo florescer no mundo católico. Uma via é aberta no deserto. Prova disso são as, chamadas, Novas Comunidades que surgiram nas últimas décadas, cresceram e fizeram a Igreja atingir os que estavam mais distantes. No seio destas novas expressões eclesiais predomina o engajamento de jovens e, das famílias.Caso particular se dá em Fortaleza devido ao grande número destas expressões laicas católicas, tendo inclusive, uma delas reconhecimento por parte da Sé romana. Trata-se da Associação internacional de fiéis Comunidade Católica Shalom, cujo fundador é Moysés Azevedo e co-fundadora, Maria Emmir.
Estas Novas Comunidades são marcadas pelo desejo de seguir os ensinamentos de Jesus Cristo incondicionalmente, sendo fiéis à Igreja e respectivamente á tradição e magistério.
Elas são constituídas por leigos que estão inseridos em todos os setores da sociedade e funciona como fermento na massa, como luz no mundo.
Assim todos se deparam com o instigante caso da Igreja que é criticada e cresce, que é perseguida e, com isso é fortificada, é recalcada e, misteriosamente torna-se esplendente.
A Igreja está em alta, não nos parâmetros usados na normalidade, mas segundo os princípios que a constituem e a impulsiona rumo à eternidade.Deste modo é um exemplo para pessoas e instituições que se perdem na fumaça da história por deixarem para trás seus ideais,princípios e valores por conta da ditadura do relativismo que não responde aos anseios mais profundos do coração humano.


Vanderlúcio Souza

19 de mar de 2009

EXEMPLOS SUBMUNDO DE PAÍSES DE PRIMEIRO MUNDO I



Você sabia que na Suiça existe um centro de atendimento a pessoas usuárias de drogas. O centro funciona como os correios. A pessoa traz o entorpecente que usa e aguarda ser chamado no painel eletrônico. Depois entra numa sala na qual se encontra todo material necéssário, colher, seringa, agulha, água, ácido ascórbico (que junto com água ajuda a diluir a heroína), panos com álcool e uma creme cicatrizante para as veias.

Tudo financiado com dinheiro público, isso memso, com dinheiro público, trata-se de um investimento do governo.

Ações como essas, infelizmente, se espalham e muitos países de terceiro mundo acham o máximo. Dizem que é liberdade, sinal de um estado liberal.

Será Mesmo?

É inadimissível que o poder público possa bancar, legalmente a morte de seus cidadãos, acostumá-los ao vício e ao estado néscio.

No Brasil o ministério da saúde assimilou essa política de redução de danos que, na verdade, nada reduz.

EXEMPLOS SUBMUNDO DE PAÍSES DE PRIMEIRO MUNDO II



Pedofilia é antes de tudo um crime hediondo. Pela Organização Mundial de Saúde é considerada uma doença. No entanto, em um mundo marcado pelo pecado, assolado pela ditadura do relativismo prático, perde-se, cada vez mais a noção de limite, da consciência pautada pela ética e pelo reciocinio lógico.

A Holanda, país dito de primiero mundo, irremediavelmente laicizado mergulha num inverno ético tenebroso. As consciências parecem adormecidas. A noção de mal é totalmente esquecida e subjugada ao ermo.

Neste país foi consentido a criação de um partido que tem à frente três pedófilos - acusados no tribunal por vários crimes dessa natureza. Eles reivindicam baixar a idade a idade legal para se ter relação sexual de 16 para 12 anos. A legenda NVD (numa tradução livre significa contraditoriamente amor ao próximo) também sustenta:

Que a televisão possa exibir pornografia a qualquer hora;

Que os jovens de 16 anos já possam exercer a prostituição;

Que a nudez seja livre;

Que a instituição do casamento seja abolida ;

e a pornografia infantil liberada;

Mesmo as pessoas conservadoras da Holanda consideram legal a instituição de tal partido.

A humanidade está como uma árvore pesada, cheia de furtos podres. A esperança garante que esses caem e novos surgirão. Eu acredito e você?

EDIR MACEDO DISTRIBUI CAMISINHA EM CULTO

Acredite: O líder da Universal, Edir Macedo, em culto nas Filipinas distribui às pessoas que estavam reunidas, em oração, camisinhas. Isso é registrado em seu livro ("O Bispo: A História Revelada de Edir Macedo). Macedo ainda revela a pretensão de construir um templo faraônico em São Paulo com material exportado de Israel.

Vale lembrar que até mesmo entre os evangélicos a Universal não é vista com muita simpatia. É a favor do aborto, contraceptivos e outros contra-valores. O grupo, dito, igreja, tem metas audaciosas na política e no campo da comunicação. Finalizo esse post com o link, no qual você pode assistir, Macedo ensinando à sua turma como explorar, em nome da fé, os frequentadores de suas reuniões.

http://mais.uol.com.br/view/md4dc5sa9lsg/edir-macedo-na-intimidade-04026ADC814346?types=A&

ALGUMAS COISAS QUE NÃO DÁ PARA ENTENDER



1 - Um presidente, o nosso, que disse nunca ter lido um livro por inteiro.

2 - Mário Quintana não ter sido membro da Academia Brasileira de Letras enquanto Paulo Coelho o é;

3 - O SUS que não consegue corresponder à demanda de atendimento - às vezes, atendimento básico- responsabilizar-se por cirurgia de mudança de sexo que pode chegar a R$ 20.000,00;

4 - Ativistas que lutam pela legalização da maconha, entre eles, Fernando Gabeira, deputado federal, presidente do partido Verde;

5 - A legalização da prostituição como profissão, também encabeçada pelo deputado já citado;

6 - A política de redução de danos assumida pelo ministério da saúde que aos viciados em crack, prescreve: beber muito líquidos; usar cachimbo individual e com filtro; reservar tempo para dormir e comer; misturar maconha com crack ou trocar o crack pela maconha;

7 - A lei de homofobia que tramita, tipificando como crime penalizados em até 5 anos quem não admitir manifestações homossexuais;

8 - Uma multidão silenciosa e uma minoria barulhenta;

Há mais alguma coisa que não dá para entender? É só postar um comentário e dizer pra todo mundo

UM CONTO DE SÃO JOSÉ



No alpendre da casa uma roda de camaradas discute sobre o que acabou de falar o representante político na moderníssima, para a época, televisão Telefunken. A conversa é cheia de concordâncias e discordâncias que parece não chegarem a um consenso.

Um homem magro e de tez queimada pelo sol, cigarro pendurado no canto da boca, falava dos compadres que moravam pelas bandas do alto verde. Haviam perdido a criação devido à seca, “a plantação se tinha queimado até o pé”, lamentava, meneando a cabeça e alteando a voz, prosseguiu, exaltando o plano de emergência do governo, “isso é que ainda livra os pobres da morte”, dizia.

“Mas tem pobre que hoje em dia não quer mais trabalhar, quer só esperar das autoridade o de comer”, dizia outro homem acocorado no peitoril. Apontando o dedo em riste para a audiência lamentava: “tenho pena desse homem”.

“Ainda bem que tem carnaúba por essas bandas pra que os magricelos dos bezerros possam comer, porque ajuda dos coronéis nunca chegou por aqui”, orgulhava-se o dono da casa que, na redondeza, era conhecido como pobre rico.

“A mulher da televisão falou que tem canto no Ceará que nem água tem para beber. E olhe que nem esperança de chuva os homens da Funceme estão dando”, informava um caboclo que continuava a fala cheio de esperança ao se lembrar que se aproximava o 19 de março.

No meio da animada conversa a dona da casa traz um bule de café esfumaçante e um pacote de bolachas doces deitado num prato de plástico azul, de merenda escolar. Como do nada aparecem, saltitantes, as crianças que levam mancheias dos biscoitos doces à boca.

A prosa continuou o assunto, porém, mudara. Agora versavam sobre o cemitério para anjinhos que um vereador da região empreendeu construir perto da casa onde estavam. “Isso é falta do que fazer”, sentenciou o mais velho da roda, “por que não fez isso ao menos longe da estrada dos carros grandes?”, questionava o idoso.

Aos poucos a prosa desfez-se e a turma se enveredou cada um para sua casa, sumindo na noite. O pequeno que antes escutava ao lado do pai, o dono da casa, a conversa dos homens grandes, encolhia-se ao fundo da rede, ouve abismado os respingos de chuva que há muito não eram escutados. E em seu coração se confirmava a certeza de que junto ao dia de são José se aproximava a chuva e, com ela, a esperança de que tudo poderia ser diferente naquele lugar.

Vanderlúcio Souza

12 de mar de 2009

Big Brother Brasil

Comercialmente analisando o Big Brother Brasil 9 é um primor. O programa vai render cerca de R$ 280 milhões para a Rede Globo. Com um único programa a emissora vai faturar o que a Rede Tv! arrecada durante um ano. O programa está repleto de merchandising e teve que ser prorrogado seu término para que pudesse atender todos os patrocinadores.
Por outro lado, em termos de audiência o programa registra queda, uma média de 16%. Será que as pessoas estão se dando conta da importância de seu tempo? Talvez. O certo é que as pessoas cansam de programas vazios, sem conteúdos sólidos. Nem a edição de ponta do programa devolver o seu fulgor de outrora.
Mesmo com a queda de audiência o programa é líder e atinge uma parcela considerável da sociedade. Na casa, vence aquele que for mais esperto; o que melhor sabe articular, arquitetar. Vale tudo. Pelo o premio prometido os participantes não medem esforços.
E na vida que imita a arte, porque esta influencia aquela as pessoas seguem – direitinho - o ensinamento do programa. Aproximar-se somente de quem é interessante, de quem não se gosta é melhor não chegar perto. Para destruir o outro deve-se fazer alianças e para entorpecer a consciência boas doses alcoólicas.
Mas nada se compara á pena que se pode lançar as pessoas das quais não gostamos: colocar no paredão e eliminar. Parece até um ritual de guerra. Os passoa são seqüenciais.
Primeiro trata-se o outro como inimigo, após arregimenta-se alguns coleguismos com intuito de colocar no paredão e lá dá a sentença impiedosa: eliminar. O outro deve ser banido, deve sumir, pois é diferente e logo é tido como ameaça.
A cultura big brother é impiedosa e espalha um ensinamento politicamente incorreto. Claro, a edição de ponta do programa, o fascínio por acompanhar a vida do outro parece sedar a consciência na construção de um raciocínio mais apurado e objetivo que consegue enxergar e discerni o que é mau e vem travestido de bem.

Vanderlúcio Souza

A DITADURA DO RELATIVISMO

A pós - modernidade recebeu o decalque do relativismo atroz e voraz. Ele nega toda possibilidade de existir algo absoluto, constante e imutável além de criticar causticamente pessoas e instituições que defendam tais valores. Deste modo, cada um vive sob a máxima do filósofo Protágoras, “o homem é medida de todas as coisas”.
Assim o caos está prestes a formar-se, pois se todos se puserem a fazer o que querem e como quiserem a ética é ameaçada e as relações interpessoais são comprometidas.
O Relativismo prático vem acompanhado do materialismo, hedonismo e consumismo dentre outras vertentes cujo mal maior é distanciar o homem de sua própria identidade.
Os efeitos dessa ditadura do relativismo na sociedade é a indiferença para com o outro, o crescimento da violência, da desonestidade, a coisificaçao do homem, a minoração do valor da vida.
É impossível uma vida equilibrada pessoal e comunitariamente sem as realidades da constancia , da essência permanente. Que fale por nós a natureza. Esta segue um curso, é regida por um conjunto de leis e quando de alguma forma é afetada as conseqüências são desastrosas, Por que seria diferente com o homem?
O relativismo é um mau que cresce e assolapa os valores e princípios basilares que sustentam a sociedade. É um risco para todos. Somente ancorados no porto seguro que abriga a existência do absoluto é que se pode sobreviver a esses dias maus.

Vanderlúcio

11 de mar de 2009

O filho da promotora

Um colega foi parado numa blitz de fiscalização rodiviária. Temeroso devido a situação irregular em que se achava logo arquitetou um plano para safar-se dos guardas.
"Voce pensa que está falando com quem"? assim começou e prosseguiu: "É melhor voce deixar eu seguir pois minha mãe é promotora".
O guarda, cansado da jornada e vítima da cultura de 'castas' brasileira engoliu o desaforo e resolveu liberar o tal filho da promotora.
O jovem, após a liberação seguiu na rodovia rindo-se do guarda e balbuciando de si para si: "Deu certo...só não sabe ele que minha mãe é promotora...da Avon".

10 de mar de 2009

Algumas frases do grande C.S Lewis

Cada vez que você faz uma opção está transformando sua essência em alguma coisa um pouco diferente do que era antes.

'O bem, quando amadurece, se mostra cada vez mais diferente,
não só do mal, mas de qualquer outro bem.'
-'O mal pode ser desfeito, mas não pode "transformar-se" em bem.'

se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo

[Eu] Pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho.

"A Amizade é desnecessária - como a filosofia, como a arte, como o próprio universo (pois Deus não precisava criar). Ela não tem valor de sobrevivência; ela é, antes, uma das coisas que dão valor à sobrevivência."

"Mera mudança não é crescimento. Crescimento é a síntese de mudança e continuidade, e onde não há continuidade não há crescimento."

"Existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás."

"O futuro é algo que todos nós atingimos à velocidade de sessenta minutos por hora."

"Você pergunta se eu já amei alguma vez: sou tolo, mas não sou tanto assim."

"A privação é uma parte integral e universal da nossa experiência no amor."

"A amizade nasce no momento em que uma pessoa diz para outra: 'O quê? Você também? Pensei que eu fosse o único!'

"Eu creio no Cristianismo tal como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo mas porque através dele eu vejo todas as outras coisas."

"Nenhum homem sabe como é mau até que tenta esforçar-se por ser bom. Só poderás conhecer a força de um vento procurando caminhar contra ele, não te deixando levar".

Movimentos cíclicos da vida

Tenho obsevado que na vida, muitas vezes vivemos situações no presente muito semelhantes a outras já vividas no passado. Quando menos esperamos nos deparamos com decisões a serem tomadas, com posturas a serem modificadas circunscritas num espaço que já nos parece bem conhecido. Comparo estas situações com um termômetro que mede nosso grau de maturidade, nos revela o que temos aprendido, de fato e, ainda, indica o que precisamos mudar. Nesses movimentos ciclicos da vida, apesar de parecerem semelhantes, eles apresentam caracteísticas bem particulares o que resulta em originalidade.Assim, a vida segue seu curso sempre em direção ao horizonte, nos aprimorando, nos renovando, querendo nos tornar, cada vez mais aptos a vivê-la.

Vanderlúcio Souza