15 de mai de 2009

LINGUAGEM MAQUIADA, CUIDADO

É comum em nossos dias o uso de palavras que distorcem o seu verdadeiro significado. Interrupção da gravidez ou antecipação do parto são exemplos de termos que maquiam a terminologia aborto cujo significado é ‘expulsão prematura do produto da concepção do útero’, segundo o Dicionário Aurélio.
Procura-se mascarar o que é feio e mentiroso na tentativa de passar como algo aceitável e correto. Os conceitos objetivos são,deste modo, relegados ao território de um relativismo subjetivista, ditador e extremado.
Mesmo quando a mulher faz um aborto dentro do amparo legal, como quando o motivo é estupro, ela não deixou de ter praticado um ato violento contra uma vida e contra si mesma. As conseqüências desse ato repercutem mais negativamente física, psicológica e espiritualmente na mãe do que se ela tivesse optado em levar à frente a gestação.
Outro termo dissimulado é eutanásia que etimologicamente significa boa morte e passou a expressar conceito oposto que sugere sua essência linguística. Como não lembrar do caso da norte-americana Terri Schiavo que mesmo em estado de coma sobreviveu por catorze dias após terem sido desligados os aparelhos que, a mantinham viva, a pedido do esposo. Morreu por inanição. Seria essa uma boa morte?
Já as pílulas do dia seguinte distribuídas em larga escala pelo Ministério da Saúde - muito embora faltem medicamentos básicos nos postos de saúde - para a população, não trazem nenhuma a especificação real do que elas são: abortivas.
O discurso lingüístico camuflado ou maquiado é formado por silogismos inconsistentes e falaciosos, encobrem uma mentira e chamam de vida o que, na verdade é morte e degradação.

Nenhum comentário: