3 de dez de 2008

“O TEMPO EM SANTO AGOSTINHO E PASCAL II”
“O TEMPO EM SANTO AGOSTINHO E PASCAL”
Luiz Henrique de Araújo*.

O tempo presente, este modo de tempo em que o homem capta a si mesmo como um eu sou, este não pode ser medido. Logo, esse tempo não pode ser medida do movimento, tal como sustenta Aristóteles, pois, posto não haver nada que suceda ao eu não há movimento algum.Assim, pode-se sustentar que o tempo[1] presente para Santo Agostinho é vestígio da eternidade, pois o presente é atual.Em Pascal temos dois conceitos que nos ajudam entender a sua antropologia, são eles: o Tédio e o Divertimento.O homem antes da queda adâmica tinha uma relação amorosa com Deus, contemplava Deus face a face. Após a queda, o homem querendo igualar-se a Deus rompe esta relação amorosa.A partir disso, surge no homem um vazio, vazio este que ele irá durante sua vida buscar preencher com muitas coisas e com um amor desmedido a si próprio.Este amor desmedido, Pascal chama de orgulho. O orgulho faz com que o homem transforme seu amor a Deus para um amor desmedido a si mesmo.Perdendo seu verdadeiro objeto de amor, ou seja, Deus, o homem acaba não encontrando nada que o satisfaça. Porém, o homem conserva dentro de si à vontade de conhecer e de ser feliz. Na própria alma humana há uma capacidade infinita de amar devido o seu primeiro estado, estado anterior a queda onde o homem contemplava Deus.Portanto, para Pascal o tédio é esse retorno para si, para o interior do homem, onde ao voltar para o seu interior, este lhe mostrará suas misérias, ou seja, aquilo que ele realmente é. Dessa forma, o eu pascaliano é insuportável ao homem. Sendo este eu humano insuportável ao homem, pois ele nunca poderá estar em repouso, ele quer tudo possuir e dominar para preencher este grande vazio que se instaura em seu interior.Para fugir do Tédio o homem cria eus imaginários. Este, sempre está se apresentando com as suas qualidades para assim se passar como se fosse um deus, sendo admirado por todos. Pois senão se apresentar com as suas qualidades não será amado e assim não estará na estima alheia, logo, cairá no tédio, visto que sua felicidade depende da estima alheia, pois o mais belo lugar do mundo para o homem pascaliano é estar na idéia do outro. É a admiração do outro que faz com que o homem esteja feliz.Com o eu imaginário o homem trabalha incessantemente para que sua imagem esteja sempre na idéia do outro e para que a mesma não se apague. Dessa forma, o eu acaba sendo escravo da sua própria imagem.Desse modo, pode-se perceber que o eu imaginário, subterfúgio que o homem usa para não ver o que realmente é, não quer observar e assumir suas misérias, fraquezas e imperfeições. Com isso, distante de Deus este homem nunca cessará de cair e sempre trará dentro de si a necessidade de divertir-se, pois esta é a condição necessária para fugir do tédio. Em seu interior e em seu exterior haverá uma inconstância enorme, ou seja, um momento estará no tédio e em outro no divertimento.O presente nunca satisfazendo o homem, faz com que o mesmo fuja deste, pois se ficar neste, cairá no tédio e este é insuportável ao homem.O divertimento, por sua vez, é uma forma privilegiada do homem desviar o olhar de si mesmo. O homem pascaliano, portanto, é aquele que se diverte, teme e se assombra com a pequena duração de sua vida e do seu pequeno lugar no espaço em comparação com a eternidade.Segundo Pascal, é somente através do divertimento que o homem é consolado de suas misérias, porém para ele o divertimento é a maior miséria do homem, visto que no divertimento o homem deixa de considerar aquilo que ele realmente é.É somente com o divertimento que o homem tem alegria ilusória. O homem pascaliano recusa o presente, o agora e espera viver, ser feliz em um tempo futuro. O presente e o passado são meios que ele utiliza para ser feliz num tempo futuro.
Santo Agostinho e Pascal: Aproximações.Para Santo Agostinho, somente quando o homem capta que é (que existe), neste tempo que flui e o leva ao nada, ou seja, a morte, ele experimenta o próprio ser divino, a eternidade. Colhendo-se no agora que é vestígio da eternidade, descobrindo-se como um “eu sou”, o homem vive o seu presente experimentando a eternidade.Já em Pascal, o homem nunca está satisfeito com o presente. Sempre está lembrando do passado e pensando no futuro, fugindo assim do presente que para ele é insuportável.Pascal se utiliza do divertimento para fugir do presente (do agora) e se lançar no futuro, visto que este homem não suporta um repouso (tédio) e devido a isso quer estar a todo instante no divertimento, visto que esse é mais prazeroso para ele.Em Pascal aparece o que chamamos o tempo da graça. É com o auxílio da graça divina que o homem sai do seu estado concupiscente, desse modo, é somente a graça que torna o homem verdadeiramente virtuoso. Pois a graça faz com que o homem possa se lançar na caridade. A caridade não é nada mais do que a antecipação da eternidade, uma vez que só a caridade começa nesta vida e continua na outra. Portanto, para Pascal, o homem necessita da caridade para viver o presente, pois esta faz com que o mesmo já possa experimentar ainda neste mundo a antecipação da eternidade.Também Santo Agostinho acentua a necessidade da caridade. Para ele, a caridade é viver segundo a graça divina, ou seja, ser embebido da vida divina. Dessa forma, estando na graça o homem ama o próprio amor e, portanto, também antecipa a eternidade.Enquanto a caridade (graça divina) faz com que o homem antecipe a eternidade nesta vida, para Santo Agostinho o homem experimenta esta mesma eternidade da seguinte maneira: no retorno a si e na ascensão do seu interior a Deus, descobrindo-se como um “eu sou” e com a graça divina: a caridade é já a vivência do que será a eternidade neste mundo de escoamento constante.
“O TEMPO EM SANTO AGOSTINHO E PASCAL I”
“O TEMPO EM SANTO AGOSTINHO E PASCAL”
Por Luiz Henrique de Araújo*


Santo Agostinho no Capítulo XI da sua obra Confissões, faz uma análise acerca do tempo, ressaltando o seu aspecto psicológico, ou seja, a maneira como nós o apreendemos, a noção do antes e do depois que as coisas gravam em nossa alma.Segundo ele, o tempo tem início no ato criador de Deus, ou seja, quando o mundo começou a ser, a existir. No ato de falar de Deus fomos criados. Podemos comprovar isso no livro do Gênesis.Somente quando o tempo está decorrendo é que posso percebê-lo e medí-lo, pois não se pode medir o tempo passado que já não existe ou mesmo o futuro que ainda não chegou.Ao invés de afirmar: passado, presente e futuro, Santo Agostinho nos diz que a maneira correta de afirmar isso é: a lembrança das coisas passadas, a visão presente das coisas presentes e a esperança das coisas futuras.O tempo para Santo Agostinho não é outra coisa senão uma distensão da alma, ou seja, é a existência do eu no tempo.O tempo é tempo porque passa, pois senão passasse já não seria tempo, mas sim eternidade.Se para Santo Agostinho o tempo é a distensão da alma, ou seja, é a existência do eu no tempo, pode-se perceber que o “Conheça-te a ti mesmo” socrático está presente em sua filosofia. O homem precisa voltar para o interior de si para conhecer a si mesmo. Nesta volta, ele colhe a si mesmo como um ser que, para ser ou existir, necessita do Ser Imutável (eterno), ou seja, Deus. Ora, se o homem conhece a si, sabe que sua existência depende de um ser eternamente existente, uma vez que a existência humana não pode ser causada pelo próprio homem. No interior de si e diante “Daquele que É”, ou seja, de Deus que habita o seu ser mais profundo, o homem colhe a si: diante “Daquele que É” colhe-se a si como um eu sou. Nesse instante do tempo nada antecede nem sucede o Eu. Desse modo, colhendo a si mesmo como um “eu sou” (existo), experimenta os vestígios da eternidade, pois colhe a sua existência no agora.Portanto, no instante em que eu capto que sou (esse instante sem espaço), eu experimento a eternidade, pois somente Deus é, ele é “Aquele que É”. Este agora é vestígio da eternidade.

29 de nov de 2008

No Natal entre o velho e o Novo

Estamos às vésperas de mais um Natal, festa que foi transformada pouco a pouco em mero período para esquentar vendas no comércio e oportunidade para se fazer atos de solidariedade, que não poucas vezes, funcionam como desencargo de consciência frente aos inúmeros omitidos nos últimos onze meses.
Por este período a cor da vez é o vermelho e um personagem surge de todos os lugares, espelha nas vitrines, é dependurado como enfeite, é atrelado às guirlandas nas portas e mesmo sob um sol inclemente, como o do Nordeste, desafia-o com suas roupas polares contra o frio e chega inclusive a receber as chaves de cidades. Trata-se do bom velhinho de barbas brancas e longa que se tornou o símbolo oficial da grande festa do dia 25.
O cândido velhinho recebera suas vestes vermelhas e brancas adicionado de um gorro no final do século XIX, graças a uma peça publicitária de marca de refrigerante mundial e de lá para cá só conseguiu angariar simpatia. Aos poucos escanteou o verdadeiro sentido de uma festa tão bela e de significado profundo. Noel tornou-se representante de um Natal deformado e anemizado.
Costuma-se colocar como substrato do personagem a figura de são Nicolau, bispo, que viveu no início do Cristianismo, mas de há muito tempo distanciou-se Papai-Noel de nosso santo.
Entanto, no Natal trava-se uma verdadeira batalha, não diferente daquela luta descrita por São Paulo para designar a batalha entre o velho e o Novo. De um lado temos o velho, que se nos apresenta na figura singela do doce Noel; do outro temos Jesus Menino, Homem-Deus, o Novo, a salvação para o mundo. O primeiro nos rouba de contemplar o segundo, aponta somente para as coisas da terra, apregoeiro contumaz do materialismo.
A mentalidade desta época incute já nas mentes infantes que só merece presente quem tiver sido bom menino ao longo do ano, mentalidade impiedosa interpretada pelos adultos e assumida como máxima em seus relacionamentos que prodigaliza de bens exclusivamente os seus pares. Não há mais lugar para o perdão e para o acolhimento do fraco, para quem pensa dentro dos rígidos parâmetros desta concepção.
Em contrapartida ao velho, carinhosa e perigosamente chamado de velhinho, desponta o Novo, o Sol nascente ‘que há de iluminar os que jazem nas trevas’[1]. Este aponta para o céu, pois dele veio, na verdade nele está o próprio céu. Por sua encarnação assumiu nossa humanidade em tudo, com exceção do pecado. Quer nos indicar o caminho da pequenez quando procuramos à altivez; por sua total dependência à vontade do Pai nos ensina a feliz dependência a que todos somos convidados a viver.
Enquanto o velho sugere simplesmente receber, como gesto de satisfação o Novo nos abaliza a senda do doar-se, única capaz de nos levar à perfeita felicidade, desejo de todo homem; O velho alça vôo em sua carruagem esplendente enquanto o Novo toca a terra com sua pobreza salvífica; O ancião epulão que remete a uma vida de mandriice incentiva a todos, através de sua milícia vista à exaustão nas lojas, esquinas e comerciais de TV a enfiarem-se nas compras dos mais diversos produtos, afinal não precisa pagar agora, já o Menino Deus, abandonado nas mãos de José e Maria testemunha a providência divina que cuida daqueles que se fazem como criança e que esperam tudo d seu beneplácito.
Na escuridão da noite desce às escondidas pelos telhados e chaminés o velho barbado, enquanto que o Novo pretende declinar-Se às profundezas do coração do homem, endurecido pelo egoísmo, individualismo e relativismo. Um tanto de gente é tragada pelo pensamento artificioso que reduz o Natal a uma mera festa pagã, cujo verdadeiro significado é estilhaçado anualmente.
Nesta batalha vence o homem orante, que através desta postura consegue discernir o que é velho e o que é Novo dentro de si. Este homem compreende a necessidade de contemplar a encarnação do Verbo para entender a si próprio e compreender o imenso amor de um Deus que se fez homem e se encarnou no seio de uma Virgem, Nossa Senhora.
Enquanto o velhinho embrenha-se numa terra gelada, subtraída de luz, o Menino Deus resplandece glorioso dissipando e acalmando a mais violenta das intempéries, transformando a pior condição de inverno que possa encontrar nossa alma em alvorecer de um novo dia assim como Ele mesmo o foi para a humanidade que permanecia na morte.
Na história do Menino Jesus lemos que Herodes, cujo mausoléu foi encontrado neste ano, ao ter notícia de seu nascimento buscou matá-lo. O velho encheu-se de medo de um Menino e a única saída encontrada foi o extermínio deste, não poupando inclusive de dizimar milhares de inocentes para saciar seu desejo mórbido de apagar da história Aquele do qual asseveravam os profetas era o Rei, o messias esperado.
O velho Noel parece persistir na mesma intenção do velho Herodes e a perseguição ao Menino, que é o Novo de Deus, a nossa própria salvação intensifica-se. Cabe aos cristãos resistir, primeiro pela oração, pela contemplação do mistério da Encaranação que revela o imenso amor de deus por cada um de nós.
Em segundo lugar se nos é exigido uma consciência critica e cara acerca das realidades que nos cercam e não poucas vezes tentam nos roubar do essencial. Não deixemos que o velho neste Natal nos impeça de ver o novo; Não permitemos que o receber sobreponha-se ao doar-se e que o clima frio e artificial sufoque a Luz e a naturalidade própria do Natal do Senhor, o Novo.


Vanderlúcio Souza

9 de nov de 2008

ELOÁ E DESDÊMONA
Publicada em 21/10/2008 às 13h30m, no globo online

Em todas as épocas da tragédia, o ciúme sempre foi um item indispensável. O inglês William Shakespeare notabilizou este movimento da natureza humana em sua mais enfurecida sanha no período moderno em clássicos como "Otelo". Iago, um dos personagens da história, apaixonado por Desdêmona, envenena o coração do marido da jovem com o ciúme, insinuando que ela tem um caso com Cássio. Isto fez Otelo ensandecer, desesperar-se, matar sua amada e ao descobrir toda verdade, suicidar-se.
Com a mesma fúria o ciúme tomou posse de Lindemberg, o jovem metalúrgico que cruzou o limiar da criminalidade ao fazer refém sua ex-namorada e amigos. O Brasil assistiu ao seqüestro das jovens torcendo por um final tranqüilo, o que não aconteceu.
A ilha de Chipre em "Otelo" foi o palco da história de final sangrento; em Santo André foi um apartamento de um conjunto habitacional. Nele, durante mais de 100 horas a jovem Eloá permaneceu sob a mira de um revólver.
Algumas mídias insistiram em apresentar Lindemberg como um criminoso incomum, um tanto quanto inofensivo, pois não exigia moeda de troca em seu crime passional. Isso causava a sensação que terminaria tudo bem. Teria sido esse pueril raciocínio que fundamentou a atitude da polícia em liberar a jovem Nayara a voltar ao cárcere, coisa, aliás, proibida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente? Seria ainda por essa inconsistente lógica que os policiais invadiram o apartamento sem artilharia letal, apenas com munição de borracha?
Se a mídia, a polícia e a população nutriam grande certeza que Lindemberg não fosse capaz de causar um desfecho trágico ao seqüestro, o mesmo jovem tinha a convicção que o apartamento seria invadido pela polícia, por isso, mesmo após cinco dias sob tensão, o seqüestrador ainda resistiu à prisão, lutando contra os policiais.
Ao final dessa história real, Eloá, como a Desdêmona da história fictícia, é vítima da ação ignominiosa de um homem que troca o agir segundo a razão pela atitude segundo o instinto, comportando-se como um ser de alta periculosidade, diferente do Linderberg conhecido pela família e apresentado na cobertura do seqüestro.
Vanderlúcio Souza






8 de nov de 2008

PELA PORTABILIDADE DO EVANGELHO







Inter Mirifica é o decreto do Concílio Vaticano II que trata sobre a utilização dos meios de comunicação para a evangelização, no No- 13 o texto é categórico: “Procurem, de comum acordo, todos os filhos da Igreja que os meios de comunicação social se utilizem, sem demora e com o máximo empenho nas mais variadas formas de apostolado, tal como o exigem as realidades e as circunstâncias do nosso tempo”.

Nosso tempo é testemunha do avanço tecnológico e chegamos à era da portabilidade, tudo convergindo para um só lugar, “na área multimídia podemos aqui fazer tudo, uma simples câmara e editamos imagem, o som brutal do leitor MP3 e rádio WiFi. A conectividade permitirá a troca de informação simplificada, portas USB, Bluetooth, Firewire, WiFi, GPRS, UMTS, VOIP e IPTV”, afirma Vítor M. do site Peopleware.

Paulo, o Apóstolo inflamado de parresia, em sua evangelização foi inovador no método e nos meios de anunciar o Evangelho. Não se restringiu à oralidade para testemunhar Jesus Cristo lançou mão da escrita para obter êxito na conquista e formação de novos cristãos.

Na época o Apóstolo dos gentios utilizou-se das estradas construídas pelo império romano a fim de escoarem melhor os tributos e favorecer o deslocamento das tropas, além de agilizar a comunicação entre os grandes centros urbanos,a cada 30 km existiam postos de correios com hospedaria e cavalos descansados.

De Paulo a nossos dias nos separam praticamente dois mil anos. Nesse longo hiato de tempo o Evangelho não mudou, entretanto, a forma de anunciá-lo multiplicou-se com o avanço tecnológico e não podemos ficar à margem das tecno-vias que nos apresenta o mundo pós-moderno.

O papa Bento XVI toca em pontos nodais em seu pontificado sendo um deles a evangelização através dos diversos meios de comunicação social existentes. E como um profundo conhecedor de seu tempo não exita em utilizar-se desses recursos para lançar a boa semente do evangelho.

A JMJ 2008, o encontro do papa com os jovens de todo mundo teve a cara e a linguagem dessa geração. O papa enviou torpedos, telões de LED foram espalhados no meio da multidão formando "outdoors digitais de oração", um site de relacionamento, uma espécie de facebook católico (http://www.xt3.com/) foi criado por ocasião da Jornada e o papa também enviou mensagem a essa comunidade virtual de relacionamento.

O site do Vaticano é um primor de visibilidade; A Home Page do estado do Vaticano possui diversas câmeras que mostram em tempo real imagens de diversas partes da cidade como da Praça de São Pedro e do túmulo de João Paulo II.

A messe virtual é enorme e os operários são poucos, pouquíssimos. E poderíamos nos perguntar parafraseando Paulo, “Como haverá fé nesse ambiente virtual se não há quem pregue?” Como haverá anúncio eficaz se não existe quem o faça com qualidade e tecnologia de ponta?

A pessoa de Jesus Cristo precisa ser ministrada ao homem de hoje com beleza e fascínio no cyber espaço e isto se faz através de um planejamento ousado que possibilite investimento de cada instituição católica em TI (tecnologia de informação).

Os sites, blog’s, fotolog’s, flickr,rss, podcast, videocast, twitter,Second Life, Celulares dentre outras, são infovias, ainda, pouco utilizadas pelos católicos para difusão do evangelho.
Todos esses meios estão à disposição e quando são orientados para a evangelização e formação agrada os internautas. Prova disso foi a iniciativa de Dom Francisco Paulo Machado, bispo de Uberlândia que criou um blog sobre liturgia, no início de 2008.

O blog liturgiaemfoco.zip.net é hospedado gratuitamente num site de referência para a blogosfera nacional, não dispõe de muitos recursos visuais e, mesmo assim, atrai centenas de visitantes todos os dias. É bem verdade que o blog poderia ser alimentado com maior freqüência pela grande importância do tema tratado e a riqueza de ensinamento contida nos posts.

Diante do vasto campo a desbravar poderíamos pensar como seria diferente os processos burocráticos de uma cúria, secretaria paroquial ou Nova Comunidade informatizados. E o que dizer da possibilidade de se fazer inscrições para cursos, encontros e retiros on-line? Poder retirar documentos importantes pela internet como certidão de batismo, crisma, etc; ter a bíblia e liturgia das horas digitalizada em todas as versões ou mesmo “falada” na memória de um mp3, ipod e congêneres; ter centros de formação virtual ou semipresencial integrados permitindo, por exemplo, a participação de especialistas de outros estados e países em videoconferência...

Bem, os meios de comunicação com suas ferramentas estão são amorais, depende da ação de cada evangelizador do século XXI transformá-los em arautos da verdade, em telhados dos quais se propaga com franqueza e ousadia a Boa Nova da paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor, Ele que é sempre real, mesmo no mundo virtual.

Quase nada fizemos até aqui nessa área! Mas isso não nos deve desanimar, contamos com a graça de Deus que pode transformar o tempo virtual perdido em Kairós e assim atingirmos a muitos com a força do evangelho.

Em tempos de portabilidade da comunicação o evangelho não pode ficar de fora. Assim como a Bíblia esteve no início da imprensa escrita precisamos levá-la com todo seu conteúdo para a era da portabilidade.

Vanderlúcio Souza

7 de nov de 2008

NO DIA SEGUINTE

Era uma noite fria e tempestuosa. Carol dirige-se ao quarto de Camila, filha caçula que temia relâmpagos e trovões. Parada à porta a jovem mãe observava na penumbra a linda criança dormindo tranquilamente. Era Camila, nome que sempre sonhou em colocar na primeira filha. Um sorriso desponta de seus lábios e ali naquele lugar começa pensar.
Ela lembrava-se de outra noite também tempestuosa em sua vida. Era o março de 2003. Carol e os amigos tinham escolhido passar um final de semana agitado na praia de Icaraí, Ceará. Ainda no carro comentava com sua amiga Bruna, "esse final de semana promete...", disse mascando o chiclete, revirando a bolsa e mostrando para a colega o 'kit', dito indispensável para as baladas, que continha entre outras coisas camisinhas.
Estas lembranças de Carol foram cortadas bruscamente com pancadas fortes na porta. A chuva intensificou-se. A mãe apavorada tomou em seus braços Camila. Quieta, a pequena de bochechas rosadas e olhos claros olhava a mãe aflita e dizia-lhe sem parar:"Mamãe não abandone-me!"
Um estrondo ainda maior fez-se ouvir. Carol aterrorizada contra a parede ouvia passos velozes em sua direção. A jovem mãe não acreditava no que via à sua frente. Tratava-se de uma espécie de porco selvagem que rosnava ferozmente e aproximava-se com suas presas afiadas e olhos arregalados fixos em sua filha.
O selvagem animal impiedosamente arrancou a pequena Camila de sua mãe. Carol definhando até o chão, emudecida assistiu toda cena. Catatônica observava as mãos salpicadas de sangue e o ladino animal que calmamente saía do quarto. Ouvia-se do lado de fora da casa algazarra de festa que abafava o choro de Carol e seus gritos histéricos. Um estriduloso barulho rompeu no quarto.
"Calma Carol, calma! Você teve um pesadelo, acalme-se." disse Bruna, amiga de Carol apertando-lhe contra o peito.
Carol suava incontinente. Soltando-se de Bruna corre ao banheiro e puxa da gaveta uma cartela de comprimidos desfalcados de pílulas do dia seguinte. Com o olhar fixo para o nada, arriando-se até o chão lembrava-se do pesadelo e perguntava para si mesma qual daqueles comprimidos havia roubado-lhe Camila naquele final de semana de março de 2003.

Vanderlúcio Souza

6 de nov de 2008

DEUS NÃO FALA NO GERÚNDIO

Quem já teve que reclamar alguma coisa por telefone à operadora telefônica ou simplesmente recorrer a algum serviço de telemarketing sabe muito bem o que é padecer nas mãos do gerundismo, ‘nós vamos estar contatando o senhor, novamente, depois que o sistema voltar ao ar... nós vamos estar providenciando... nós vamos estar checando as informações”, são algumas das frases mais comuns que não dizem nada de concreto, ouvidas do outra lado da linha, ditas por vozes impostadas, treinadas ou eletrônicas que usam um tempo verbal importado da língua inglesa e que soa pessimamente!
Pior que ouvir é constatar a cultura ‘gerúndica’. Por um lado estão os políticos sempre prometendo um arrazoado de avanços sem cumpri-los, observamos uma constelação de ‘estrelas fugazes’ que nem curso básico de teatro fazem e que estão brilhando na mídia e, de outro, nós, tentando viver, tentando dirimir os problemas quotidianos que se precipitam sobre nós e nos impedem, tantas vezes de usar verbos como consegui, conquistei, trabalharei, falhei, recomeçarei, amo! servirei, perdoei.
Ao ler a Bíblia nos deparamos com Deus que fala a Abraão: ‘farei de ti o pai de uma multidão de povos’ (Gn 17,5), que se revela a Moysés, ‘Eu sou, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’ (Ex 3,6), e que se declara ao povo escolhido: ‘É meu povo de Israel, esses homens que farei nascer sobre o vosso solo; serás a sua posse e herança, e não os privarás mais dos seus filhos (Ez 36,12).
O Deus de Israel não fala no gerúndio!
No Novo Testamento Jesus, o Verbo de Deus, assim como o Pai, também não fala no gerúndio. Seu ensinamento é claro, objetivo, exeqüível e não dá margem para interpretação dúbia: Amai-vos, perdoai, orai, vigiai, isto é o meu corpo, isto é o meu sangue, eis que venho em breve, em verdade em verdade vos digo, o zelo da tua casa me consome, etc.

Diante da força destas palavras eternas, acreditamos que Deus não está fazendo Obra Nova, mas Ele faz Obra Nova, a qual já surge, não a vedes? como diz o texto do profeta Isaías; O Senhor não está nos salvando ou nos amando, Ele nos salvou e nos ama; Ele não está vindo em breve, e sim eis que em breve Ele vem. Em Deus não existe contingência ou coisa. Ele é Aquele que É, o mesmo ontem, hoje e sempre, o Alfa e o Ômega, o Verbo eterno. Eternamente presente e que converge em si passado e futuro.
Quanto a nós somos contingentes, somos seres necessitados. Nossa linguagem, não poderia ser diferente, expressa nossa limitação. Por conta disso, faz-se necessário haurir do Verbo de Deus a linguagem da Caridade que não fica esperando irmos a Ele, ao contrário, resolutamente, vem a nós e nos envia a amar e servir sem protelar.
A cultura do ‘gerundismo’, reflexo de tempos de relativismo prático, demonstra a falta de objetividade e, o pior, a falta de sentido de vida. Nossa cultura, infelizmente, nos mal acostuma a permanecer na indiferença e no ódio, vivendo vidinha mais ou menos, amargando desilusões, joeirando palavras vãs. A cultura do Verbo Encarnado, ao contrário, nos faz ir, nos põe em movimento, em ação, estabelece metas e objetivos, circunscreve o tempo, abre-nos novos horizontes.
Quem insiste em permanecer vivendo em círculos, sem ordenar sua vida para o amor não descobre o que é viver a fascinante aventura do amor, eterno movimento de doação e reciprocidade, contínua passagem do gerundismo para o verbo, do estado néscio para a virtude,

Vanderlúcio Souza


5 de nov de 2008

O OUTRO LADO DO ARCO ÍRIS

A cultura homossexual busca incutir que o homossexualismo não é uma opção, mas um dado ontológico, ou seja, a pessoa nasce homossexual. Pesquisas científicas são levantadas e estatísticas mirabolantes aparecem na opinião pública como uma, cujo resultado é a afirmação de que o cérebro de um homossexual é semelhante ao de uma mulher heterossexual.
A mass mídia, na maioria das vezes, divulga as notícias relacionadas ao homossexualismo com ênfase e repetição. As novelas, por sua vez apostam nas separações dos casais e uniões felizes para sempre de pessoas do mesmo sexo. Idéias que são repetidas até parecer coisa comum.
O sistema de saúde pública brasileiro, de um lado é ineficaz, impotente e falho no atendimento a muitas necessidades básicas à população, por outro, apresenta-se como financiador das cirurgias de mudança de sexo. Cada mutilação despenderá aos cofres da saúde pública em torno de R$ 12.000,00.
A palavra homofobia, cujo significado no dicionário de Aurélio Buarque é, “aversão a homossexuais ou ao homossexualismo”, torna-se uma palavra politicamente correta para impor, respaldado pela lei, uma cultura gay. O simples fato de não se concordar com uma postura homossexual, a pessoa é, não rara vezes, considerada homofóbica. Leis tramitam no congresso e imputam penas de cinco anos a quem se enquadrar no “crime”.
Por trás da bandeira do arco íris parece existir uma gama de interesses escusos movidos por aproveitadores, entre eles, alguns políticos, interessados em voto, outros, o holding empresarial gay e simpatizante. Estes mobilizam todos os setores da sociedade e criticam os discordantes.
Enquanto isso milhares de pessoas, profundamente amadas por Deus, sofrem no silêncio de suas consciências por não terem a coragem de nadar contra a maré e encontrar a verdadeira felicidade, aspiração pulsante no coração de cada pessoa. Sou da opinião que a felicidade é plena quando, cada um, na sua identidade original faz a experiência do seu dom de si.

Vanderlúcio Souza

9 de jun de 2008

VITÓRIA DA CIÊNCIA?

É de se lamentar a decisão do STF FAVORÁVEL ao artigo 5º da lei de biossegurança, votado no último dia 29. Seis dos onze ministros que compõe a suprema corte foram aderiram à pesquisa com Células Tronco Embrionárias.
O articulista e conhecido na blogosfera nacional, Luis Nassif intitulou seu post sobre a decisão do STF de vitória da ciência. Mas, vitória da ciência sobre o que e contra quem? Vitória sobre a vida humana? Sobre o bom senso que não levou em conta a erigição de uma lei junto a assunto (os trangênicos) que exigiria formulações e debate distintos?
Ignorar que uma CTE é o estágio inicial de uma pessoa é desconhecer a origem da própria identidade biológica. A CTE já possui o código genético que caracteriza e personifica uma pessoa humana. Então, destrui-la é impedir que um ente humano venha a ser e fazer isso a título de pesquisa é realmente racional? Apenas um pouco de filosofia seria suficiente para elucidar a questão.
Repete-se como num estribilho, vitória da ciência sobre a religião, sobretudo a católica. Que grande engano. Profundo engano! O tal tema discutido e votado é de interesse que ultrapassa a circunscrição religiosa.
O interessante agora é perceber o adendo inserido no discurso de alguns cientistas, dito vitoriosos, sobre as promessas de cura com a utilização das CTEs, “o resultado dessas pesquisas não é para agora”, o que, parece contradizer com a esperança alentada e incutida às pessoas que sofrem de doenças neurodegenarativas, por exemplo.
A vitória da ciência se dá quando esta se ocupa na sua função de servir à vida, em todos os seus estágios, fora disso, trata-se apenas de conquistas de alguns que, lutam contra os verdadeiros vitoriosos, aqueles que defendem a vida, sempre.
Vanderlúcio Souza

7 de jun de 2008

PROJETO DE MORTE REJEITADO


Um suspiro ético foi dado em nosso país na quarta – feira, 08 de maio, os deputados, membros da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, em unanimidade rejeitaram o projeto de legalização do aborto que, se arrastava por mais de quinze anos.
Em dias em que o Brasil e o mundo são impactados com notícias de violência à criança como, o caso da menina Isabella, arremessada pela janela; do bebê de dez meses do Bom Jardim,em Fortaleza que foi estuprado pelo padrinho; da filha do austríaco Frizzell, abusada e escravizada pelo pai, podemos acender uma chama de esperança ao saber que milhares de inocentes serão poupados de uma sentença mortal, apoiada pelo estado.
Acredita-se que também na Comissão de Constituição e Justiça, local onde o projeto será encaminhado para votação seja rejeitado. Votar contra o aborto é permanecer a favor da vida, que pulsa desde o primeiro instante da concepção, na pessoa humana.
As mulheres que abortaram deliberadamente, conscientes em sua decisão ou coagidas por circunstâncias exteriores trazem seqüelas emocionais, psicológicas e não poucas vezes físicas. No debate que a sociedade vem desenvolvendo por um longo período,no Brasil desde 1991, sobre o tema, está se constatando que um crime não repara outro e só causa mais violência e dano à mulher.
Atentar contra a vida em seu estágio inicial possibilita abrir uma janela para entrar toda sorte de violência à comunidade humana que, tem por obrigação primeira,e,isso é garantido pela constituição, defender os nascituros.
Resta agora promover e avalizar a estes que foi garantido o direito de nascer o direito a ter todas as condições básicas de sobrevivência, entre elas, a segurança. É inconcebível acatar quaisquer tipos de agressão a um indefeso e criado totalmente dependente de nossos cuidados.
Com esse lume de esperança aceso podemos respirar mais aliviados em tempos em que se ferem mortalmente os nascidos do próprio sangue.

Vanderlúcio Souza

UM CONTO SOBRE A UNIDADE


Rui, Guanes e Rostabal. Estes são os nomes dos três irmãos do conto O Tesouro, de Eça de Queiroz, literato da língua portuguesa. Bem pequena, a história da trinca fraterna revela o reverso do coração humano, o que este é capaz de fazer quando afoga-se nos mares da maldade.
Certa vez ao andar pelas terras de Roquelane, a tríade consangüínea achou um velho cofre que conservava três chaves. Ao abri-lo, um incêndio de ouro e pedrarias invadiu a visão. Após o estupor da descoberta entreolharam-se desconfiadamente e chegaram em um consenso: a peso de balança dividiriam o tesouro encontrado; antes, porém, escolheram Guanes para ir à cidade vizinha, a fim de comprar víveres e três botelhas de vinhoafinal estavam esfaimados e precisavam comemorar o achado.
À ausência do irmão, Rui, num argumento ludibrioso e ladino enlaça Rostabal e convence-o, ao retorno de Guanes, tirar-lhe a vida para que pudessem dividir somente entre os dois o ouro.

“Ambos se emboscaram por trás de um silvado, que dominava o atalho, estreito e pedregoso como um leito de torrente. Rostabal, assolapado na vala, tinha já a espada nua. Um vento leve arrepiou na encosta as folhas de álamos [...] Rostabal rompeu de entre a sarça por uma brecha, atirou o braço, a longa espada; — e toda lâmina se embebeu molemente na ilharga de Guanes, quando ao rumor, bruscamente, ele se virara na sela. Com um surdo arranco, tombou de lado, sobre as pedras.” (Eça de Queiroz, Contos, O Tesouro. Ediouro:1996)

Com o coração entregue à vileza, Rui não dá trégua à sua maquinação malévola; traiçoeiramente perpassa a folha de sua navalha nas costas de Guanes que encontrava-se de bruços, lavando o rosto respigado de sangue do irmão Rostabal.
Cego pela maldade e seduzido pelo brilho das pedrarias que incandesceu sua mente Rui passou a solver em goles lentos o vinho trazido por Rostabal, agora inerte ao lado do outro cadáver, o de Guanes.
O desejo exacerbado e mórbido pelo poder, também havia encontrado alojamento no coração de Rostabal. Ao comprar os víveres na cidade, adquiriu somente duas botelhas de vinho aos quais misturou veneno letal comprados no comércio numa cidade vizinha de Roquelane. Numa armação arquitetada também planejava ficar sozinho com o tesouro encontrado.
Diante do cofre cheio de dobrões de ouro achava-se estendido à mercê das aves carnívoras os corpos inertes de Rui, Guanes e Rostabal, vítimas da própria ganância.
Quando li esse conto trágico, cujo desenrolar não trata de unidade, aprendi pela via negativa que, ao quebrarmos a unidade, colocamos em risco a vida de nosso irmão, a nossa própria e a da comunidade da qual pertencemos.
Quando o vetor orientador das relações são, apenas e somente, sentimentos superficiais ditados pela concupiscência, encontram entrada larga a indiferença e o individualismo, braços indolentes que arremessam a pessoa como pássaro à rocha, deixando-a arquejar no próprio sangue, quem não se dispôs a descer e descobrir os nobres sentimentos, aqueles encontrados ao fundo, no interior de cada um.
Somente a graça de Deus pode gerar comunhão, a perfeita Koinonia, a comunhão da Trindade, contínuo derramar e acolher de amor que é paciente, prestativo, não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, regozija-se com a verdade, do outro, tudo desculpa, crê, espera e suporta” (Cf: I Cor 13,3-8).
Os movimentos de inveja, ganância e individualismo como fortes vagas fizeram quedar mortalmente Rui, Guanes e Rostabal. A fuligem da maldade degustou seus corações, cegou-lhes a visão, empederniu até mesmo o fato de serem filhos do mesmo sangue.
Diante de nossos irmãos a Caridade de Cristo é a única virtude que pode permear de bondade e proteger os arrancos selvagens de nosso coração contra a doação. Esta Caridade é possível e a história dos três irmãos de Roquelane poderia ser diferente, a começar se o autor do conto acreditasse no Autor do amor, doador da Caridade fraterna.

Vanderlúcio Souza

CAPA


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