30 de jan de 2012

O caso Laerte, cúmulo do subjetivismo ou a prática comum do constrangimento das minorias

Começo a acreditar que 2012 será o fim destes tempos ou pelo menos o seu prefácio. Um episódio tosco foi repercutido no dia de hoje pela imprensa que quer tornar relevante uma tolice. Acompanhemos o caso.

O cartunistas Laerte, da Folha de São Paulo, é um homem que resolveu a partir de algum tempo vestir-se de mulher, e assim ele anda acompanhado da namorada. Na noite de ontem ao ir ao banheiro o cartunista optou pelo toilete feminino o que constrangeu uma mulher acompanhada de sua filha pequena. Atendendo à reclamação da cliente, um dos sócios da pizzaria pediu a Laertes que este passasse a utilizar o banheiro feminino.


O pedido coerente do dono do estabelecimento  foi o suficiente para desencadear a síndrome do vitimismo no homem que não se assume homossexual mas age como tal. Segundo a Folha de São Paulo - onde trabalha Laertes - o caso foi parar na Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo e segundo a coordenadora estadual de políticas para a diversidade sexual Laertes deve procurar os seus direitos.

Agora caro leitor reflitamos, que direito tem este senhor? O de andar vestido de mulher? Mas isto ele faz e ninguém o proíbe. O direito de ser atendido no estabelecimento travestido de mulher? Mas ele foi recepcionado como manda o figurino. Senhores, vejam o direito aspirado pelo senhor que parece meio destrambelhado. Assim diz o artigo do Luciano  Martins Costa informando sobre notas da Folha de São Paulo, do Observatório da Imprensa, "o cartunista quer poder escolher qual banheiro usar, conforme seu humor estiver mais feminino ou masculino em cada circunstância".

E vejam, o caso já mobilizou associações de travestis e transexuais.

O artigo de Martins sobre o assunto é magistral: "Considerando-se a recente carnavalização do Judiciário, é muito provável que a questão do banheiro do cartunista travesti acabe no Supremo Tribunal Federal – e poderíamos então acompanhar um instigante debate entre os senhores ministros sobre o gênero de vestimentas mais nobres, como a batina sacerdotal ou a toga dos magistrados".

Parece que estamos diante do cúmulo do relativismo. E haja direitos - desnecessários - para as minorias. A pessoa que foi constrangida por Laertes e deveria está no centro da discussão serviu apenas como patamar para elevar uma discussão descabida. 

E olha, pelo andar da carruagem, em breve, o constrangimento desta senhora que presenciou diante da filha um homem utilizar do mesmo  banheiro e o pedido  do dono da pizzaria serão consideradas ações homofóbicas.



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