10 de mar de 2013

Minoria LGBT invade templo do pastor Marco Feliciano

E foi só sair o nome de um deputado pastor para presidir a Comissão dos Direitos Humanos na Câmara dos Deputados para começar uma série de manifestações da minorias ligadas ao movimento LGBT. 

Até Xuxa, a rainha dos baixinhos, usou seu perfil no Facebook para chamar o deputado de "monstro".

Discordar de nomeações e escolhas faz parte da vida política de qualquer democracia. Chama a atenção, no entanto, a forma de protesto levada adiante pelos militantes LGBTT. Neste domingo,10, o grupo chegou a invadir o templo em que o pastor pregava.


Segundo o líder evangélico informou em seu perfil no Twitter, "aos berros atrapalharam o culto, e amedrontaram todos os presentes". Mas não foi só isso: "Depedraram patrimônio dos membros da igreja ".E mais, com "Chutes e cuspes no  carro,palavrões e gestos obscenos feriram a integridade de minhas crianças que estavam no carro comigo", relata o pastor.

Marco Feliciano fez Boletim de Ocorrência e já conclama evangélicos para defenderem-no. "Boletim de ocorrência feito. Tomarei as devidas providências. Eu sempre denunciei e agora ai esta a confirmação. Perseguição Religiosa!O que esta em jogo aqui não sou mais eu nem meu partido, mas sim a liberdade de expressão, liberdade de pensamento e liberdade de culto",  dizem os tweets do pastor. 

Os manifestantes gays pretendem continuar com o atentado à liberdade de culto até que o parlamentar venha a renunciar a presidência da comissão. 

Em entrevista ao O GLOBO deste domingo o pastor relata que foi eleito para a função, recebera 11 dos 16 votos. Nas negociações pelas pastas, ainda segundo o pastor, a CDH foi abandonada pelo Partido dos Trabalhadores depois de 17 anos à frente da Comissão, sobrando nas negociações  para o PSC.

Bem lembrou o jornalista Reinaldo Azevedo que Feliciano chegou onde chegou graças ao seu apoio ao PT na eleição para presidência. "[Feliciano] Chegou porque foi um dos mais ativos militantes em defesa da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. E usou a tribuna religiosa para fazer essa defesa". 


Eu não escolheria Marco Feliciano para presidir a CDH, talvez nem mesmo para deputado, mas a forma como as minorias reivindicam seus direitos com violência e desrespeito apenas reforçam o clima de intolerância no  país. 

E se há com quem reclamar que vão à casa do PT. 

Ah! E quanto ao desabafo de Xuxa, o pastor promete processo para ela. 






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