19 de mai de 2013

Parabéns a todos da RCC neste dia de Pentecostes

Cheguei em Fortaleza em julho de 1994. Por providência minha casa ficava à um quarteirão da Igreja matriz do bairro e logo com umas duas semanas na capital soube pela minha mãe que às quartas-feiras tinha um grupo "bem animado" que se reunia na paróquia. 

Fui conferir e gostei. Parecia até que já conhecia todo mundo dado era o clima de fraternidade e alegria. A música era animada e empolgante. Os momentos de oração eram emocionantes e uma reza em especial me chamava a atenção, soava como algo celestial. Era a oração na língua dos anjos, soube. Os animadores do encontro eram membros do Grupo dos Edificadores e Renovadores da Fé (Gerfe), que se tornou posteriormente a Comunidade Católica Misericórdia Divina. 


Queremos Deus no estádio Castelão

Identifiquei-me de primeira com o modo de rezar do grupo. Recordo-me que à época se preparavam para participar do Queremos Deus. Um evento inesquecível. Foi a primeira vez que fui a um estádio. Lotado. Todos em uma única oração. Lembro-me da voz da Lúcia Medeiros conduzindo a coreografia, do Moysés comentando a Missa, da Emmir rezando. 

Um mês depois do Queremos Deus participei do Renascer, em fevereiro de 1995. Este carnaval marcou minha vida. Ela não foi mais a mesma. Ali tive minha experiência de batismo no Espírito Santo. 

Engajei-me em grupo de oração, ministério. tornei-me frequentador assíduo dos eventos, primeiro a entrar e último a sair. "Descobri" a capela do Shalom que funcionava 24 horas e passei a fazer adoração ao Santíssimo Sacramento semanalmente, confissão mensal e missa quase que diária, assim tivesse tempo. 

Passei a consumir literatura sobre o assunto. Um livro inesquecível foi o "Por um Novo
Pentecostes", obra que contava a história dos universitários de Duquesne, aqueles jovens que participaram de um retiro nos EUA e tiveram a experiência fundante com o Espírito Santo. Ali começava uma onda de graças, que saiu da América Norte e rapidamente se espalhou como fogo no palheiro nos cinco continentes.

A RCC , sigla de Renovação Carismática Católica, não era bem vista por alguns setores da Igreja, Contudo, éramos orientados a respeitar que pensasse  diferente de nós, que rezássemos pela Igreja, pelo Papa. Unidade era a palavra de ordem. Humildade  e oração não poderia faltar. Acredito que estes elementos formaram o lastro que tornou a RCC frutífera e uma bênção para a Igreja de hoje.  

Da RCC surgiram as Novas Comunidades entre as quais a Comunidade Católica Shalom, Canção Nova, Recado, Face de Cristo e tantas outras cuja capital cearense é um berço para estas expressões. 

Neste dia de Pentecostes recordo com emoção desta experiência e peço a renovação da graça do Batismo no Espírito Santo. 

Deixo um vídeo que achei dia desses e achei muito interessante. Um grupo de peregrinos oriundos da RCC se encontram com o Beato João Paulo II, cantam para ele e rezam em línguas (aos 17min. do vídeo). O Papa acompanha silente  e em oração.

Parabéns a todos da RCC neste dia!












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