Logo após o desastre que desembocou na morte de Eloá, escrevi um artigo para a editoria de opinião de O Globo On-line sobre o assunto. Fiz uma analogia com a tragédia Shakesperiana “Otelo”. Em ambas as histórias um fim triste, mulheres mortas por homens cegos pela paixão.
Em todas as épocas da tragédia, o ciúme sempre foi um item indispensável. O inglês William Shakespeare notabilizou este movimento da natureza humana em sua mais enfurecida sanha no período moderno em clássicos como “Otelo”. Iago, um dos personagens da história, apaixonado por Desdêmona, envenena o coração do marido da jovem com o ciúme, insinuando que ela tem um caso com Cássio. Isto fez Otelo ensandecer, desesperar-se, matar sua amada e ao descobrir toda verdade, suicidar-se.
Com a mesma fúria o ciúme tomou posse de Lindemberg, o jovem metalúrgico que cruzou o limiar da criminalidade ao fazer refém sua ex-namorada e amigos. O Brasil assistiu ao seqüestro das jovens torcendo por um final tranqüilo, o que não aconteceu.